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Blog Dra. Vanessa de Andrade
NOVAS POSTAGENS NO NOVO ENDEREÇO ELETRÔNICO: http://dravanessadeandradepsiquiatria.blogspot.com/
CONTATO Consultório Rua: Francisco Rocha, 62 sala 505 Batel Curitiba/PR Telefones: (041)30168407 ou (041) 92448044 E-mail: vanessacib@uol.com.br www.vanessaandrade.zip.net
dravanessadeandradepsiquiatria.blogspot.com
Escrito por Dra. Vanessa de Andrade às 00h12
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Fotos
As fotos publicadas nas postagens sobre "Benefícios de Parar de Fumar" foram tiradas na sessão posters durante o Congresso da ABEAD (Associação Brasileira de Estudos de áLcool e outras drogas) que aconteceu simultaneamente com o I Congresso Latino Americano da Sociedade de Pesquisa para nicotina e tabaco em setembro de 2007. As fotos mostram as diversas campanhas antitabagistas de diversos países.
Escrito por Dra. Vanessa de Andrade às 10h19
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Esse é Obrigatório!

Após todas as postagens sobre os beneficios de parar de fumar é obrigatório assistir o filme "OBRIGADO POR FUMAR"! Além de ser um excelente filme de comédia é também uma crítica inteligente a indústria do tabaco e ao lobby antitabagista. Destaca a manipulação das informações de acordo com interesses da indústria e a competição entre as industrias do tabaco, álcool e armas, através das reuniões dos "mercadores da morte". A grande mensagem do filme é que o cigarro realmente mata! "Sim, cigarro mata! Mas não há um só culpado. A indústria é vilã; o governo também. Mas quem compra o cigarro tem mais culpa ainda." Confiram o site oficial do filme: http://www.foxsearchlight.com/index.php
Escrito por Dra. Vanessa de Andrade às 00h38
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DIA MUNDIAL SEM TABACO
Escrito por Dra. Vanessa de Andrade às 20h19
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DIA MUNDIAL SEM TABACO
O Dia Mundial sem Tabaco, comemorado pela OMS desde 1987, tem o objetivo de conscientizar a população sobre os males causados pelo tabaco à saúde da população, além de estimular a reflexão em torno das leis de regulamentação da produção, da propaganda e do consumo. Para celebrar o Dia mundial sem Tabaco, comemorado no dia 31 de maio, foi lançada a campanha "Juventude Livre do Tabaco". A escolha do tema aponta a preocupação da OMS na prevenção do tabagismo entre crianças e adolescentes. Confiram o site da Organização Mundial da Saúde: http://www.who.int/tobacco/wntd/2008/en/ Entrem no site interativo: http://www.who.int/tobacco/tobacco_free_youth/home.html
Escrito por Dra. Vanessa de Andrade às 20h10
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Beneficios de Parar de Fumar

Atualmente estima-se que 50% da população americana nunca fumaram enquanto 25% são fumantes e 25% são ex-fumantes. O custo social do fumo é altíssimo, 3 milhões de pessoas morrem por ano no mundo devido ao cigarro. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, se a tendência permanecer a mesma, no ano de 2020 morrerão no mundo dez milhões de pessoas por ano. O fumo corresponde a 20% das mortes nos EUA e representa hoje a primeira causa de mortalidade que poderia ser prevenida, correspondendo a 450 mil mortes no ano. No Brasil temos muitos poucos danos registrando o custo social dessa dependência, mas aproximadamente 35% dos homens são fumantes. Além dos riscos de curto e de longo prazo para a própria saúde o fumante também contribui para o tabagismo passivo para outras pessoas. RISCOS DE CURTO PRAZO: baixa resistência física, impotência sexual, riscos para a gravidez, exacerbação da bronquite, asma, aumento do nível de monóxido de carbono no sangue. RISCOS DE LONGO PRAZO: infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, câncer de pulmão e outros tipos (cavidade bucal, laringe, faringe, bexiga, pâncreas, colo do útero), doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema, bronquite crônica). RISCOS DO TABAGISMO PASSIVO PARA OUTRAS PESSOAS: A exposição de crianças pequenas e, especialmente, bebês á fumaça do cigarro dos pais aumenta em 50% o risco de eles terem infecção respiratória (pneumonia, broncopneumonia, bronquite, bronquiolite) e em 60% o risco de morte súbita infantil. Além disso, há um risco 30% maior de câncer de pulmão e 25% maior de infarto do miocárdio entre não fumantes que convivem com fumantes em casa e/ou trabalho. O fumante que fuma em ambientes fechados, estará aumentando sua exposição e o seu risco, pois a fumaça que sai da ponta do cigarro chega a ter 3 vezes mais nicotina, 3 vezes mais monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que ele traga. RISCOS QUALQUER QUE SEJA O NÚMERO DE CIGARROS FUMADOS: Não existe um nível de segurança para número de cigarros fumados, pois as taxas de câncer de pulmão em fumantes de 1 a 9 cigarros/dia é uma média 6 vezes maior do que em não fumantes, indicando que o tabagismo é um grande risco, mesmo quando a exposição é relativamente baixa. FUMAR CIGARROS LIGHT OU DE BAIXOS TEORES NÃO ELIMINA O RISCO DE UM FUMANTE VIR A TER AS DOENÇAS CAUSADAS PELO TABACO: Ao mudar para marcas light, o fumante passa a fumar uma maior quantidade de cigarros e a tragar com mais intensidade para regular o nível de nicotina no seu sangue. 
Benefícios de Parar de Fumar
Escrito por Dra. Vanessa de Andrade às 16h35
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Beneficios de parar de fumar
 ESTUDOS MOSTRAM QUE SEMPRE HÁ BENEFÍCIOS PARA QUEM DEIXA DE FUMAR, INDEPENDENTE DA IDADE: BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE: Após 2 minutos a pressão arterial e a pulsação voltam ao normal Após 3 semanas a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora Após 1 ano o risco de morte por infarto do miocárdio se reduz a metade Após 5 a 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram Após 20 anos o risco de contrair câncer de pulmão será igual aos das pessoas que nunca fumaram Pessoas que param de fumar aos 50 anos diminuem pela metade a chance de morrer nos próximos 15 anos BENEFÍCIOS ECONÔMICOS: Economia de quanto gasta com a compra do cigarro Calcule quanto é o gasto mensal ou anual e relacione o montante final com o que poderia fazer ou comprar OUTROS BENEFÍCIOS: Fortalecimento da auto-estima Melhora do hálito e do cheiro Melhora da coloração dos dentes e a vitalidade da pele Dar um bom exemplo para as crianças Não ter que se preocupar se estará incomodando outras pessoas ao fumar Ter uma melhora no desempenho das atividades físicas Estar contribuindo para a redução de danos ao meio ambiente: para cada 300 cigarros produzidos, uma árvore é derrubada, o filtro do cigarro leva cerca de 100 anos para ser degradado. Grávidas que param de fumar no primeiro trimestre evitam que o feto tenha baixo peso.
Escrito por Dra. Vanessa de Andrade às 16h16
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Teste para avaliar grau de dependência de tabaco

TESTE DE FAGERSTROM QUANTO TEMPO APÓS ACORDAR Dentro de 5 minutos (3) Entre 6 e 30 minutos (2) Entre 31 e 60 minutos (1) Após 60 minutos (0) VOCÊ ACHA DIFICIL NÃO FUMAR EM Sim (1) Não (0) QUAL O CIGARRO DO DIA TRAZ MAIS SATISFAÇÃO?
O primeiro da manhã (1) Outros (0) QUANTOS CIGARROS VOCÊ FUMA POR DIA?
Menos de 10 (0) De 11 a 20 (1) De 21 a 30 (2) Mais de 31 (3) VOCÊ FUMA MAIS FREQUENTEMENTE PELA MANHÃ? Sim (1) Não (0) VOCÊ FUMA MESMO DOENTE, QUANDO PRECISA FICAR CAMA A MAIOR PARTE DO TEMPO?
Sim (1) Não (2) GRAU DE DEPENDÊNCIA 0-2 PONTOS: MUITO BAIXO 3-4 PONTOS: BAIXO 5 PONTOS: MÉDIO 6-7 PONTOS: ELEVADO 8-10 PONTOS: MUITO ELEVADO
LUGARES PROIBIDOS COMO IGREJAS, BIBLIOTECAS? VOCÊ FUMA SEU PRIMEIRO CIGARRO?
Escrito por Dra. Vanessa de Andrade às 15h55
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Benefícios de Parar de Fumar
Atualmente existem evidências de abordagens eficazes para cessação de fumar, entre elas, a terapia cognitivo comportamental, que inclui técnicas para preparar o fumante para soluções de seus problemas, estimular habilidades para resistiras tentações de fumar, prevenir a recaída e lidar com o stress e a probabilidade de ganho de peso moderado. A farmacoterapia pode ser utilizada como um apoio, em situações bem definidas, para alguns pacientes que desejam parar de fumar. Entre os medicamentos são eficazes: · Terapia de reposição de nicotina (formas de adesivo, goma de mascar, inalador e aerossol) · Antidepressivos: bupropiona e nortriptilina · Antihipertensivos: clonidina · Agonista dos receptores nicotínicos: Tartarato de vareniclina (champix) 
CONSELHOS ÚTEIS: Informar aos amigos, á família e aos colegas de trabalho da tentativa de parar de fumar, pedindo ajuda e apoio. Remover cigarros de casa, carro e local de trabalho, bem como cinzeiros e qualquer outro utensílio que lembre o fumo. Rever tentativas de parar de fumar anteriores e lembrar dos fatores que ajudavam e dos fatores que atrapalhavam Antecipar as eventuais dificuldades em parar de fumar e buscar contorná-las. A abstinência total é a melhor forma de efetivamente parar de fumar; programar-se para evitar uma simples tragada. Planeje uma data a partir da qual não fumará mais nenhum cigarro. Evitar beber álcool, pois facilita a recaída. Dieta balanceada com muitas frutas, vegetais e grãos integrais, com pouca gordura e alimentos doces, fazendo pelo menos 4 refeições por dia e bebendo bastante água. Realizar atividade física. Se houver necessidade de apoio de medicamentos procure um médico
  ACOMPANHAMENTO PARA PARAR DE FUMAR ABSTINÊNCIA DA NICOTINA Muitos fumantes tentam parar de fumar sozinhos, porém a maioria não consegue por apresentar sintomas de abstinência e não sabe reconhecê-los como tal. Nem todos fumantes apresentam abstinência, mas 70% sentem algum sintoma de desconforto após interrupção do tabaco. Os sintomas aparecem horas após a parada e podem durar até 1 mês, sendo o pico de sua duração as duas primeiras semanas. O paciente apresenta ansiedade, fica inquieto, irritado, mais agressivo, deprimido, alterações do sono, diminuição da concentração e atenção e aumento do apetite. Pode-se observar diminuição do eletrocardiograma, diminuição dos batimentos cardíacos e pressão arterial. O sintoma mais típico é o "craving", ou seja, uma vontade imensa de fumar. A probabilidade de um moderado ganho de peso pode acontecer. Mesmo sem dietas ou exercícios a média de ganho de peso geralmente é limitada (2,5kg a 3.5kg) e com certeza trará menores riscos para a saúde do que continuar a fumar. Sintomas de depressão e ansiedade devem ser avaliados com cuidado, pois a depressão e a ansiedade têm uma prevalência maior em fumantes que a população geral.
Escrito por Dra. Vanessa de Andrade às 15h22
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Salvation

É RARO, MAS ACHAMOS... eventualmente alguma música com letra preventiva ao uso de drogas. Estou me dirigindo apenas ao meio secular, porque claro, no meio evangélico canções preventivas são bastante comuns. Um dos exemplos bacanas é a música Salvation, da banda Cranberries. Segue a letra original. To all the people doing lines Don’t do it, don’t do it Inject your soul with liberty It’s free, it’s free To all the kids with heroin eyes Don’t do it, don’t do it Cos it’s not, not what it seems Oh no it’s not, not what it seems
Salvation, salvation, salvation is free Salvation, salvation, salvation is free To all the parents with sleepless nights Sleepless nights Tie your kids home to their beds Clean their heads To all the kids with heroin eyes Don’t do it, don’t do it Cos it’s not, not what it seems No no it’s not, not what it seems Bem, para aqueles que não entendem inglês ( e aconselho que façam um curso básico ao menos), a letra fala para as crianças com “heroína nos olhos” para se libertarem, pois a liberdade é grátis. Fala ainda para os pais, que ficam noites sem dormir, para amararrem suas crianças na cama e limparem suas mentes. Bem, talvez um procedimento um tanto questionável, apesar de imediatista. A mensagem é clara : injetem em sua alma a liberdade, é de graça e (usar heroína) não é o que parece. Como músico profissional desde 1985 e tendo tocado em todo tipo de show, posso dizer com prazer e paz de espírito que jamais experiementei qualquer tipo de droga, seja ela lícita ou não, nem mesmo álcool. Sei que isto não é uma regra, infelizmente. Tenho visto durante 24 anos de carreira como músico profissional, diversos artistas brilharem e depois se apagarem nas drogas. A cura é possível, mas por que passar por tanto sofrimento ? Bem, a resposta está aqui, neste blog. Consulte, tire suas dúvidas e descubra o porque tantos artistas (talvez até o seu preferido) entregam-se ao vício, perdendo muitas vezes tudo. Mas uma coisa eu posso dizer, “de cara limpa”, depois de tantos anos vivendo de música e vendo de perto quem “usa”, que eu não preciso nem nunca precisei experiementar para saber que não é bom, porque realmente sei que não é o que parece ! Joel Jr Músico profissional desde 1985, atua em diversos estilos musicais e á proprietário da Drum Time Escola de Bateria e Percussão em Curitiba. Contato : www.drumtime.com.br
Escrito por Dra. Vanessa de Andrade às 22h07
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Propaganda sem bebida
Escrito por Dra. Vanessa de Andrade às 23h04
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E-mail para proteger nossas criancas da cerveja
REPASSANDO MENSAGEM PUBLICADA NO BLOG DA UNIAD Caros Colegas
Nas próximas semanas o Congresso Nacional vai votar um Projeto de Lei que pode modificar completamente a exposição das nossas crianças à propaganda do álcool. Ao mudar o conceito de bebidas alcoólicas, esse projeto na prática proibe a propaganda de cerveja até as 21 horas. Durante os próximos dias a ACCA e várias outras entidades recomendam que todos nós enviemos uma mensagem semelhante a escrita abaixo para as lideranças no congresso.
Coloque o seu nome e envie para a caixa postal das lideranças.
abraços
Ronaldo Laranjeira
Ilmo Sr. Congressista:
Meu nome é ____________ e sou eleitor em ___________.
Está em tramitação em regime de Urgência Constitucional o PL 2.733/2008 que trata da ampliação do conceito de bebida alcoólica para efeito de propaganda. Tal projeto visa colocar as bebidas fermentadas na mesma classificação das destiladas, algo que vejo como necessário.
Ë fato que a alta exposição à propaganda é responsável pelo consumo cada vez mais precoce e abusivo do álcool no Brasil. Bebidas alcoólicas, em especial cervejas, são patrocinadoras de eventos esportivos, eventos musicais e shows que atraem jovens – dando a entender que juventude combina com consumo de álcool, transformando o ato de beber em algo banal e corriqueiro, algo que tem de ser diferente pois quanto mais tarde o jovem começa a beber, menor a probabilidade de descambar para o alcoolismo.
Pela primeira vez no País, a propaganda de bebidas alcoólicas tem a oportunidade de ser tratada pela Câmara Federal devidamente como um grave problema de saúde pública – que onera sobremaneira o sistema de saúde, o sistema judicial, o sistema penal e outros equipamentos públicos.
Ao aprovarem o PL 2.733, os nossos Deputados Federais irão contribuir para a prevenção dos danos à saúde e à vida, sobretudo poupando nossas crianças da deseducação que a propaganda faz.
Assim sendo, na qualidade de brasileiro responsável, me dirijo a Vs. Excla. para informar que estarei atento ao desenrolar da votação, esperando que seu voto seja a favor da aprovação da lei e a favor das crianças brasileiras.
Atenciosamente
(seu Nome)
A seguir, os e-mails das lideranças dos Partidos Políticos na Câmara.
lid.psdb@camara.gov.br
lid.govcamara@camara.gov.br
lid.pr@camara.gov.br
lid.min@camara.gov.br
lid.pp@camara.gov.br
lid.ptb@camara.gov.br
lid.pv@camara.gov.br
lid.pps@camara.gov.br
lid.psol@camara.gov.br
lid.pmdb@camara.gov.br
lid.psb@camara.gov.br
lid.pdt@camara.gov.br
lid.pcdob@camara.gov.br
Mais informações:
www.propagandasembebida.org.br
(11) 3017-9364/ 3123-8714
Escrito por Dra. Vanessa de Andrade às 11h31
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Trantorno Bipolar: a doença da inconstância
Transtorno Bipolar: a doença da inconstância Na edição de março de 2008 da Revista Mente Cérebro a reportagem de capa e o especial foi dedicado ao Transtorno Bipolar. Confiram no site uma das matérias publicadas: Entre a euforia e a depressão MOACYR SCLIAR http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/entre_a_euforia_e_a_depressao.html Vale a pena ler o especial da revista, principalmente a matéria escrita por Teng Chei Tung (autor do livro ENIGMA BIPOLAR, um excelente livro para ampliar o conhecimento) especial
TRANSTORNO BIPOLAR Caracterizada por alterações de humor que oscilam entre a euforia e a depressão, a doença – crônica e grave – se manifesta com diversos graus de intensidade
A DOENÇA DA INCONSTÂNCIA Teng Chei Tung Nem sempre facilmente diagnosticado o distúrbio é cercado por preconceitos, mas o tratamento pode prevenir as crises e controlar sintomas agudos
INFÂNCIA AMEAÇADA Lee Fu-I Excesso de estímulos, ruptura do ciclo sono–vigília e prescrição indiscriminada de antidepressivos podem antecipar sintomas maníacos em crianças e adolescentes 
Escrito por Dra. Vanessa de Andrade às 22h24
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Ayahuasca: uma revisão

Ayahuasca: uma revisão.
Por Carlos Augusto M. de Loyola e Vanessa de Andrade. Apresentado como pôster no XIX Congresso ABEAD, RJ 2007.
Aya quer dizer "pessoa morta, alma, espírito" e waska significa "corda, liana, cipó ou vinho". Assim a tradução, para o português, seria algo como "corda dos mortos" ou "vinho dos mortos, do espírito". Uma mistura de plantas, com ação psicoativa, esse nome, de origem indígena, é conhecido em outras culturas pelas seguintes denominações: yajé, caapi, natema, pindé, kahi, mihi, dápa, bejuco de oro, vine of gold, vine of the spirits, vine of the souls. A transliteração para a língua portuguesa resultou em hoasca, que é um termo específico para o uso da planta em sacramentos religiosos. Também é conhecido amplamente no Brasil como “chá do Santo Daime”. A Ayahuasca é uma bebida preparada por ebulição ou imersão do cipó Banisteriopsis caapi juntamente com várias possibilidades de outras plantas. O componente mais utilizado para elaboração da bebida, junto ao cipó Banisteriopsis caapi, são as folhas da Psychotria viridis. Apesar das variações nas plantas utilizadas como ingredientes da Ayahuasca, farmacologicamente elas são similares. Como exemplo, as folhas da Diploptherys cabrerana que podem substituir as folhas de Psychotria viridis no preparo da bebida. Em geral, a Psychotria viridis é encontrada no Brasil, Peru e Equador e a Diploptherys cabrerana no Equador e Colômbia. (McKenna et al., 2004) Outras plantas utilizadas junto ao cipó banisteriopsis caapi para a elaboração da bebida da ayahuasca são vários gêneros Solanaceous, inclusive o tabaco (Nicotiona sp.), Brugmansia sp. , Brunfelsia sp. Esses gêneros Solanaceous são conhecidos por conterem alcalóides como nicotina, escapolamina e atropina. (McKenna et al., 2004) Os constituintes químicos da ayahuasca são: • Banisteriopsis caapi: cipó que contém os derivados das β-carbolinas caracterizados como alcalóides maiores, que são a harmina, tetrahidroharmina (THH) e a harmalina. Potentes inibidores da monoamino oxidase-A. Psychotria viridis: folhas que contém um único alcalóide, o N,N-dimetiltriptamina (DMT), potente alucinógeno de curta ação. (Callaway et al.,1996)
AÇÕES FARMACOLÓGICAS DA AYAHUASCA E SEUS ALCALÓIDES ATIVOS:
A Ayahuasca é uma bebida alucinógena que dependente do sinergismo da atividade alcalóide de seus componentes, para efetiva ação farmacológica. O B. caapi contém alcalóides denominados β-carbolinas, que são potentes IMAO-A (inibidores da monoaminoxidase A) e as folhas da P. viridis ou espécies relacionadas contêm um potente alucinógeno da classe das triptaminas de curta ação DMT (N, N-Dimetiltriptamina). Quando administrado via oral, isoladamdnte, o DMT sofre degradação metabólica pela monoaminoxidase visceral, o que impossibilita seu acesso ao sistema circulatório. Na interação entre os componentes da Ayahuasca, as β-carbolinas realizam a inibição da monoaminoxidase periférica, impedindo a degradação do DMT através da deaminação oxidativa, e consequentemente permitindo o acesso do DMT ao sistema circulatório e ao Sistema Nervoso Central. A MAO encontrada no sistema digestivo é responsável por quebrar as monoaminas presentes na dieta, ao passo que a MAO encontrada no SNC é responsável por parte do clearance sináptico de vários neurotransmissores. (McKenna et al., 2004) O DMT isolado é inativo na administração oral e ativo na forma de administração parenteral iniciando em doses de 25mg. (Strassman & Qualls, 1994) Devido a essa inatividade oral do DMT, os usuários empregam vários métodos de administração parenteral. Por exemplo, o DMT sintético é comumente fumado na forma “free base”, assim o alcalóide volatiliza rapidamente e produz de imediato, episódio psicodélico intenso e de curta duração (5-15 minutos). Os efeitos psicodélicos da ingestão oral da ayahuasca diferem dos da via parenteral do DMT, o episódio na via oral é menos intenso com início após 35-40 minutos após a ingestão da Ayahuasca. O DMT é considerado o principal agente psicotrópico da ayahuasca e apresenta uma ação agonista dos receptores 5-HT2a, 2c e 5-HT1a. Os receptores 5-HT2c, mas não 5-HT2a, mostram uma profunda dessensibilização para o DMT ao longo do tempo. Isto é interessante porque sugere um padrão menos proeminente da ação do DMT sobre os receptores 5-HT2c, pois a atividade do DMT não produz tolerância em humanos. (Smith et al, 1998) As β-carbolinas podem apresentar alguma propriedade alucinógena e contribuir para a atividade psicotrópica da bebida da ayahuasca, entretanto a caracterização dessas substâncias como psicodélicas ou alucinógenas é inexata. (McKenna et al., 2004) A primeira ação das β-carbolinas é a inibição periférica da monoaminoxidase, que protege a degradação do DMT da bebida ayahuasca, tornando-a oralmente ativa. (McKenna et al., 2004) As β-carbolinas são altamente seletivas para a enzima MAO A. A seletividade das β-carbolinas para a MAO A sobre a MAO B, aliada a sua baixa afinidade para MAO do fígado, podem explicar a ausência de crises hipertensivas ou estimulação autonômica periférica associada à ingestão da ayahuasca com alimentos contendo tiramina. Por outro lado, foi descrito que o DMT é primariamente oxidado por MAO B, isto é possível porque altas concentrações de β-carbolinas inibem parcialmente MAO B assim como a MAO A, porém a maior afinidade da tiramina pela MAO B, capacita a competir pela ligação da enzima e a deslocar algum resíduo de β-carbolinas. (Callaway et al., 1999) Como inibidores da MAO, as β-carbolinas podem aumentar os níveis de serotonina no cérebro, e primariamente os efeitos sedativos de doses altas das β-carbolinas são resultados do bloqueio serotoninérgico. Existe alguma evidência que o THH, a segunda β-carbolinas mais abundante do Ayahuasca, atua como um fraco inibidor da recaptação da 5-hidroxitriptamina e MAO. Embora o THH possa prolongar a meia vida do DMT, por bloqueio da recaptação intraneural, por outro lado o THH pode bloquear a recaptação da serotonina da fenda sináptica, e esse neurotransmissor, pode atenuar os efeitos subjetivos da ingestão oral do DMT por competição com receptores pós sináticos. O THH apresenta uma função de inibição da recaptação da 5-HT maior do que a da MAO. Além disso, THH é um fraco IMAO comparado com a harmina. (Callaway et al., 1999) As β-carbolinas exercem vários efeitos neurofisilógicos e biológicos. Os seus derivados são seletivos, reversíveis e inibidores competitivos da MAO A. Além disso, entre seus efeitos podemos incluir a inibição competitiva da recaptação da 5-HT, dopamina, epinefrina e norepinefrina dentro de sinaptossomas, inibição da membrana NA+ ATPases dependentes, interferência com a biossíntese de aminas biogênicas e efeitos like-vasopressina no transporte de NA+ e água. A β-carbolina-3-caboxilato e vários derivados têm sido implicados como possíveis ligantes endógenos dos receptores de benzodiazepínicos. Os ligantes dos receptores das β-carbolinas podem induzir crises epileptiformes em ratos e galinhas homozigotas para o gene epiléptico. Essa ação proconvulsivante pode ser bloqueada por outros receptores, incluindo diazepam e β-carbolina-carboxilato-propil-éster. (McKenna et al., 2004)
OS PRINCIPAIS EFEITOS SUBJETIVOS DA AYAHUASCA
Os principais efeitos subjetivos encontrados são: alterações no processo de pensamento, concentração, atenção, memória e julgamento. Ocorre alteração da percepção da passagem do tempo, medo de perda do controle e do contato com a realidade, mudanças na percepção corporal, alterações na expressão emocional, variando do êxtase ao desespero, mudanças no significado de experiências anteriores (“insights”), sensação de inefabilidade, sentimentos de rejuvenescimento, hiper sugestionabilidade, sensação da “alma se desprendendo do corpo“, sensção do contato com locais e seres sobrenaturais e alterações perceptuais atingindo vários sentidos, onde alucinações e sinestesias são comuns. (Callaway, 99) A ação alucinógena conhecida como "miração" é uma manifestação freqüente e específica, caracterizada por visões de animais, "seres da floresta", divindades, demônios, sensação de voar, substituição do corpo pelo de outro ser (homem ou animal), dentre muitas outras, de acordo com a experiência individual. A Ayahuasca pode promover ilusões visuais, auditivas, olfativas e dos demais sentidos. Os conteúdos das alucinações da ayahuasca geralmente se associam a insights pessoais, ideações intelectivas, reações afetivas e experiências espirituais e místicas profundas. Além disso, ocorre um padrão surpreendente de recorrência de certos elementos comuns às alucinações. (Shanon, 2003) Em geral a seqüência de respostas fisiológicas e psicológicas da ayahuasca é dose dependente. Com a dose média de DMT, os objetos do ambiente parecem vibrar e aumentam o brilho. O padrão de movimentos rápidos e cenas emergem, visíveis de olhos fechados. Esses estados alterados de conscência são descritos como “estados visionários”. (Gable, 2007) Os chamados "estados alterados de consciência" provocados pelo chá podem ser considerados como alterações da percepção, cognição, volição e afetividade. (Costa et al., 2005) Os estados alterados de consciência podem ser classificados em três conjuntos: embotamento ou entorpecimento, que se caracteriza pela diminuição ou perda da amplitude ou claridade da vivência, comum em quadros confusionais relacionados a processos tóxicos orgânicos, como a uremia o estreitamento compreende, particularmente, a redução da amplitude fenomênica do campo da consciência, e que se apresenta em situações como sonambulismo, possessão, transes mediúnicos e estados de êxtase religioso e o terceiro grupo, a obnubilação ou turvação, em que está presente o entorpecimento importante, alteração do juízo de realidade e ideações anormais, com variações importantes dependendo da etiopatogenia do quadro, tais como delirium tremens, estados crepusculares epiléticos. Dentro deste modelo teórico descrito acima, pode-se caracterizar o estado de consciência induzido pela Ayahuasca, em contexto religioso, como um estreitamento da consciência. Tal alteração pode ser chamada de onírica, por guardar semelhanças com os sonhos. Em contexto toxicológico, o estado de consciência pode ser classificado como turvação com alteração do juízo de realidade, onde está presente entorpecimento importante. (Costa et al., 2005) Como é descrito para muitas outras substâncias psicoativas, e em especial para os alucinógenos, a experiência de usar Ayahuasca é influenciada pelas expectativas do indivíduo, setting e experiências prévias. (Costa et al., 2005) Riba et al., 2001 , descreveram a reação de 6 voluntários após cada um receber doses de 0.05, 0.75 e 1.0mg/kg de ayahuasca. Os resultados obtidos foram analisados pela ARCI (Addictin Research Center Inventory), que mostrou que as doses aumentavam proporcionalmente às emoções de felicidade, tristeza, medo e pânico. Em médias e altas dosagens, os voluntários concordavam que a experiência era similar a um sonho, além disso, o senso de self e sensação de passagem do tempo estavam profundamente afetadas. A sensação ou percepção de tempo foi frequentemente associada com a emoção de estar bem, mas também pode ser acompanhada de sensações de terror. (Barbosa et al., 2005) Certas características perceptuais da ayahuasca são similares aquelas da esquizofrenia, mas há poucos estudos sobre o assunto. O efeito alucinógeno da ayahuasca e os outros derivados da triptamina podem precipitar severas reações psicológicas adversas, especialmente quando administrado fora do contexto religioso. Episódios psicóticos transitórios são conhecidos por ocorrerem com altas doses de psilocibina e LSD. Num período de 5 anos, os estudos médicos das sessões da UDV documentaram entre 13 a 24 casos, que a ayahuasca pode ter sido um fator de contribuição no incidente psicótico. Os incidentes documentados pela UDV ocorreram de uma estimativa total 25000 porções de chá de hoasca. Os dados reportados pela UDV de episódios psicóticos abaixo de 1%, sugerem que o uso de hoasca é não ligante para sustentar psicose. Os episódios psicóticos da UDV são transitórios e resolvem-se espontaneamente. É comum ocorrer hipertensão, palpitação, taquicardia, tremores, midríase, euforia, excitação agressiva e comprometimento coordenação motora. Após o uso de grandes doses há relato de que os usuários tornam-se frenéticos e agitados por dez a quinze minutos aproximadamente. No entanto, é mais comum manifestarem prostração e sonolência. Há referência ainda à audição de zumbidos, formigamento de extremidades, sudorese e tremores. Os efeitos mais freqüentes são náuseas, vômitos e diarréia podem estar associados à ação no receptor 5-HT2. (Strassman et al., 94)
CONCLUSÕES E EXPECTATIVAS PARA O FUTURO
Considerando a complexidade da ação destas substâncias, o pequeno número de estudos metodologicamente adequados - com amostras não representativas e sem seguimento longitudinal de usuários. Considerando ainda algumas evidências quanto ao desenvolvimento de tolerância com o uso crônico e alterações de consciência com o uso agudo, pode-se concluir que não há uso seguro destas substâncias psicoativas, além de haver possibilidade de interação com outras substâncias, provocando intoxicações graves. Não existe uso seguro de substâncias psicoativas e psicotrópicas, seu uso agudo e crônico pode levar a alteração do SNC, e consequentemente da cognição. Assim, o uso deve ser mais restrito aos rituais religiosos, ficando seus participantes responsabilizados por problemas advindos deste consumo. As evidências dos estudos da UDV brasileira são intrigantes, mas não convincentes, sendo que as amostras dos estudos foram pequenas e muitos fatores não foram controlados. A alta expectativa acerca da Ayahuasca pode levar a frustrações que tantas vezes já foram vistas na ciência quando ‘novas panacéias são descobertas’, especialmente quando se minimizam os riscos de tais experimentalismos. Há relatos na literatura e na Internet de casos das mais variadas dependências químicas, parkinsonismo e mesmo câncer sendo curados pelo uso da Ayahuasca, mas nada definitivo ou ponderável está bem reconhecido. A segurança e eficácia da ayahuasca não podem ser definitivamente verificadas. O crescimento do interesse relativo à Ayahuasca por “experimentadores”, ou “drug tourism”, a combinação de ervas distintas com mesmos princípios ativos, a síntese de Pharmahuasca - dado a relativa facilidade de síntese laboratorial do composto e o aumento da oferta - alertam para um uso potencialmente danoso e descontextualizado da combinação. Devido ao interesse americano a respeito da ayahuasca, a comunidade científica vai insistir em investigações mais rigorosas na forma de estudos clínicos controlados antes de alguma possível investigação terapêutica. (McKenna et al., 2004)
Contatos: carlosamloyola@yahoo.com.br, vanessacib@yahoo.com.br.
Arquivos relacionados: 2008130172550_Ayahuasca_resumo_poster.doc
Escrito por Dra. Vanessa de Andrade às 21h23
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A Indústria do álcool e a Promoção da ciência
EDITORIAL: A indústria do álcool e a promoção da ciência Addiction,103, 175-178
Raul Caetano
Por que esse editorial? Esse editorial foi estimulado pela publicação do livro: Bebendo no contexto: padrões, intervenções e sociedade. O livro surgiu da colaboração entre 4 organizações: a Associação Internacional de Redução de Danos, a Federação Mundial de Saúde Mental, o Centro Internacional de Políticas do álcool (ICAP) e o Instituto Internacional de Pesquisas Boissons. Esse não é o primeiro momento que algumas dessas organizações têm se reunido. A Associação Internacional de Redução de Danos apóia os “Princípios de Dublin”, os quais propõem a cooperação entre a indústria do álcool, o governo e a comunidade acadêmica e científica. (www.icap.org/buildingpartnerships/dublinprinciples/tabid/249/default.aspx) Os princípios resultam da colaboração entre o Colégio Nacional da Irlanda, o ICAP e o Instituto de Pesquisas, o qual é também participante da criação desses princípios. Essas duas últimas citadas reconhecem seus patrocínios pela indústria do álcool. O livro é organizado em 10 capítulos: os modelos do beber, a avaliação do beber, as intervenções, os danos do beber e dirigir, as desordens públicas relacionadas ao álcool, o beber e os jovens, as intervenções minimizando danos e a sociedade. Embora 4 autores sejam listados na capa do livro (G. Stimson, M. Grant, M. Choquet & P. Garrison), 22 outros indivíduos são identificados como “autores contribuintes”. As fontes dispostas merecem alguma atenção porque são pouco comuns. Além disso, a informação no livro “advertência” indica que existia também um “grupo editorial consultivo” com 15 de 26 autores, o qual se encontra duas vezes “sob presidência do Professor Norman Sartorius” (que não é listado como autor). Esse grupo produziu todo o plano do livro e revisou todo o rascunho do manuscrito. O rascunho foi produzido sob “guia” do principal editor, Professor Stimson. De acordo com a “advertência”, esse processo criou um senso de responsabilidade coletiva. Interesses sobre tentativas prévias como essa de promover a pesquisa cientifica na área do álcool pela indústria do álcool já tinham sido identificadas. Apesar da tentativa de produzir esse “trabalho cientifico”, a indústria do álcool continua comportando-se de forma imoral. A indústria pratica a comercialização e a propaganda, que tem sido identificado como fator gatilho potencial na “epidemia industrial” dos problemas do álcool. Em um dos parágrafos abaixo existe a tentativa de descrever a base de intenções aparentes por trás do livro, os danos que esses esforços específicos podem engatilhar e a perplexidade de que alguns cientistas do álcool continuam a participar dessas tentativas.
O SUBTEXTO
O livro é apresentado como o aparecimento da “convicção que o tempo chegou para alguns aspectos recentes de acesso a políticas do álcool”. Palavras chaves como: cultura, contexto, modelos e sociedade estão presentes para explicar porque “intervenções de objetivos específicos” são preferidas sobre “medidas na população geral”. Explicitamente, essa é realmente uma tentativa para usar a ligação entre cultura e modelos de beber para atrair atenção sobre medidas que não tem potencial de engatilhar reduções do consumo do álcool per capita, sendo que as duas mais efetivas medidas de prevenção dos problemas com o álcool – o controle da disponibilidade e a taxação – não são ressaltadas. O capítulo 2 inicia com a discussão de padrões de beber e seus resultados. Esse capítulo desenvolve em detalhes e discute a idéia da ligação entre o consumo de álcool e os resultados. Para tanto, é necessário entender fatores como: (1) as características dos bebedores (idade, gênero, fatores socioeconômicos) (2) o contexto que o beber ocorre (cultura, locais e ambiente) e (3) comportamento. Resultados positivos e negativos do beber também são discutidos. Secundariamente, existe uma discussão detalhada da necessidade de avaliar padrões de beber antes da implantação de políticas. Os autores nunca absolutamente descartaram o uso de taxação e redução da disponibilidade do álcool como as políticas. As políticas são referidas como inadequadas porque são “desligadas das prateleiras” ou “ uma medida para combinar todas”, devido a sua perda de atenção para a cultura que influencia praticas locais de beber. Uma das séries de instruções sobre as características do bebedor, a inclusão do beber na cultura do país e a perda da apreciação desses importantes aspectos culturais do uso do álcool pelos profissionais de saúde pública é carregada por todo o livro de uma forma ou outra. Entretanto a preocupação com quem é o bebedor, o tipo de bebida consumida, o padrão de consumo do álcool (p.ex: binge e não binge) e o contexto do beber tem estado presente nas publicações por aqueles que nos propuseram medidas de controle do nível de álcool na população como o mais efetivo meio para minimizar os problemas relacionados ao álcool. Por exemplo, recentemente 14 autores do livro Álcool: produto de consumo não normal dedicaram todo um capitulo (cap.3) do livro para discutir a tendência do consumo do álcool e os modelos do beber. Assim como, no mesmo território de Stimson et al., focam a atenção do tipo de bebida, o contexto do beber, freqüência e quantidade do beber por ocasião, o padrão de intoxicação, gênero, idade e grupos indígenas. O foco também é presente em Babor et al., porém ninguém tem proposto a taxação e o controle de disponibilidade do álcool, que pode ser usado isolado de outras políticas desenvolvidas nacionalmente. Para resumir, o livro aparece como uma tentativa para tirar o foco das efetivas políticas de controle do álcool na população por políticas que são focalizadas em grupos de subpopulações especiais ou naqueles direcionadas a população geral, mas não efetivas. O estabelecimento da colaboração internacional entre a indústria, as organizações não governamentais, cientistas e fazedores de políticas aparece como uma artimanha conhecida. A dicotomia entre políticas de controle do álcool dirigidas para redução do consumo do álcool e outros tipos de intervenções focalizadas sob populações selecionadas em subgrupos não existem, e não é realizada pelos profissionais da saúde pública. Essas políticas são complementares. A real dicotomia é entre as políticas efetivas e não efetivas.
O potencial do livro para danos reais
Tudo que esse livro engatilhou foi a discussão sobre a relativa importância da política de controle do nível do álcool na população através de medidas direcionadas a grupos de alto risco. Algumas das sugestões dadas pelos autores têm um potencial para causar danos reais. Alguns exemplos abaixo.
1) Minimizando a importância da efetividade de dados nas intervenções de prevenção
Para defender o fato que muitos objetivos defendidos pelo livro são efetivos, os autores dizem que: “é importante lembrar que a perda da avaliação é por não mostrar meios de prova que não acessam certo o trabalho” Verdade, mas se existem acessos comprovados, porque selecionar os não comprovados? Minimizar a importância de dados efetivos é seriamente um aconselhamento equivocado. Isso pode levar o governo e a comunidade a gastar os recursos escassos na implantação de intervenções não efetivas.
2) Restringindo a prevenção a mulheres grávidas da síndrome alcoólica fetal
Aqui os autores defendem o foco sobre intervenções especificas em locais de saúde (avaliação, screnning, suporte, tratamento). Essas intervenções são todas direcionadas para mulheres grávidas. Esse grupo de mulheres (15-44 anos de idade) não é pequeno, constitui cerca de 41% das mulheres da população dos EUA ( aproximadamente 60 milhões de mulheres). Muitas dessas são sexualmente ativas, mas não planejaram a gravidez. Nos EUA aproximadamente 50% das mulheres grávidas a cada ano não planejaram, isso mostra que muitas mulheres que iniciaram a gravidez continuaram a beber todo o tempo da concepção e o período após até descobrirem o seu estado. Políticas específicas para mulheres que já conhecem seu estado de gravidez atrasam o processo, porque até o momento da concepção essas mulheres não sabiam que elas estavam grávidas, e muitas delas estavam bebendo também. Além disso, muitas das atividades comercializadas pela indústria são direcionadas a mulheres e homens jovens, que são encorajados a beberem recreacionalmente todo tempo. Como recomendado pela US Preventive Services Task Force e o US Institute of Medicine, a prevenção da síndrome alcoólica fetal deve ser universal, mas também seletiva (p.ex: screnning, intervenções breves) e prevenção específica (p.ex: tratamento da dependência do álcool em mulheres). O livro erra na restrição e não inclui as intervenções universais recomendadas.
3) Foco indevido sobre os motoristas bebedores pesados
Dirigir sobre influência do álcool é uma das três áreas de comportamentos problemáticos discutidos no livro. Os autores reconhecem a importância da regulamentação da lei e das medidas efetivas de controle da lei. Importunamente, muitas das outras intervenções defendidas no livro têm uma pequena ou nenhuma efetividade. Exemplos desses são os designados programas de motoristas, serviços de transporte alternativos, sites de campanhas de educação, serviços de treinamento de programas, programas educativos e campanhas de festas e feriados. Existe também um foco indevido sobre a freqüência dos bebedores pesados e motoristas bebedores pesados. Na perspectiva dos EUA, esse capítulo falha para reconhecer que muitos dos motoristas relataram beber sobre influência do álcool e não são dependentes do álcool ou motoristas que bebem pesado. Por exemplo, a análise de dados de relatos de motoristas que relataram beber sobre influência do álcool da US National Household Survey on Drus Abuse ( agora National Survey on Drug Use and Health) mostrou que apenas 11% daqueles que relataram dirigir sobre a influência do álcool nos 12 meses anteriores a entrevista eram dependentes de álcool. Adicionando os critérios de abuso do álcool faz a proporção de 30%. Uma recente análise focalizando os hispânicos nos EUA, no qual consideraram a freqüência com que os entrevistados dirigiram sobre influência do álcool nos 12 meses prévios a entrevista, mostrou que motoristas dependentes de álcool são responsáveis por 34-51% dos eventos relatados, dependendo do país de origem hispânica. Esses dados sugerem que estratégias com foco sobre o alcoolismo ou motoristas bebedores pesados falham no objetivo de atingir os indivíduos que dirigem sobre influência do álcool nos EUA. Esses são bebedores moderados que são afetados por intervenções que reduzem o consumo per capita, como diminuição do padrão de concentração alcoólica no sangue e promoção da regulamentação da lei.
4) Propondo que o limite de idade legal para beber pode não ser realístico
O livro discute o beber por “pessoas jovens” (capítulo 7) incluindo adolescentes e jovens adultos. Isso é importante porque o primeiro grupo não é permitido beber em muitos países do mundo. O segundo grupo pode beber se já apresentar a idade legal de 18 anos, como no caso de muitos países, ou 21 anos como no caso dos EUA. Os autores do livro aconselham prevenir os bebedores jovens ou menores de idade ignorando essa distinção. Existe uma hipótese aqui que permite beber abaixo da idade legal para cada local, se pode ser possível manter isso a um nível menos danoso no volume e nos padrões. Os autores ignoram a considerável evidência cientifica no suporte dos benefícios do limite de idade para beber. Esse conselho é também contraditório com as recomendações do recente relato sobre a redução idade limite para beber pelo Institute of Medicine of the US National Academy of Sciences. Os bebedores abaixo da idade legal são responsáveis por 10-20% do álcool consumido nos EUA, representando um considerável parte de todo consumo.
FUNÇÕES DOS CIENTISTAS
Se o livro é realmente falho como temos visto, porque 26 indivíduos concordaram com essa colaboração? Obviamente, a resposta não é fácil. Oito deles não são cientistas independentes, mas também trabalham para a indústria ou para organizações patrocinadas pela indústria do álcool. Isso não é surpreendente, então, que eles se esforcem para participarem. Mas sobre o que os outros 18 que são afiliados a universidades ou em uma história prévia de trabalharem com organizações e governos de saúde internacionais intencionam? Eles talvez incluam alguns que devem ter diferenças genuínas com o acesso a saúde pública e as políticas de controle do uso do álcool para reduzir o consumo per capita. Eles talvez também notem que a colaboração com a indústria ofereça uma plataforma para promover o que eles acreditam ser a mais efetiva política. De qualquer forma, existem alguns que são simplesmente ignorantes sobre a relação entre as organizações como ICAP e a indústria. Então, quem participa desse esforço específico pensando que isso foi somente mais uma oportunidade para participar de pesquisas com os colegas? Isso talvez seja difícil para aceitar que existem indivíduos numa ampla área que pode estar ciente de algumas dessas conexões e implicações. Apesar disso, isso é possível, especialmente se cada indivíduo trabalhar no desenvolvimento dos países. Isso é importante para os cientistas que acreditam que eles são as ligações da legitima operação para realizar o que a indústria do álcool arma. Porque isto não se mostra ser motivador para responsabilizar-se por efetiva auto-regulação, os métodos de comercialização não éticos e a exploração de populações vulneráveis são mais visíveis em ambientes não regulamentados (p.ex: países em desenvolvimento). Consequentemente, a aparente ausência de ações inescrupulosas pela indústria fecha para casa, especialmente se a casa é um ambiente altamente regulamentado em países do primeiro mundo. Devido a pequena quantia de distribuição de capital a colaboração ativa da indústria de bebidas alcoólicas contribui pouco para o avanço da ciência ou da saúde pública. A indústria raramente capitaliza grandemente os projetos de pesquisas originais, e não existem evidências que a sociedade entre cientistas e a indústria tem servido algum propósito cientifico no avanço do conhecimento na área do álcool. Eles ajudam a indústria a promover a si própria como preocupada com o uso dos produtos e seus efeitos na saúde da população. O livro em questão é um bom exemplo de semelhante promoção. Isso foi lançado em London na Casa do Parlamento, e também em outros como Nairobi no Quênia e Tókio no Japão. Isso é uma tentativa clara da indústria para atingir audiência internacional entre as nações em desenvolvimento e as desenvolvidas. Por outro modo, cientistas que colaboram com esses esforços entraram na situação descrita recentemente como “risco moral”. Pode ser perigoso para os cientistas, particularmente para aqueles que estão iniciando suas carreiras.
A LINHA DE FUNDAMENTO
Essa associação com a indústria é defensível? As diferenças podem ser discutidas em ambientes mais neutros e que o tempo para a ignorância das ações da indústria entre a casa e o exterior tenha passado. Essa não é a primeira, não vai ser a última vez da cooperação entre cientistas e organizações fundadas pela indústria do álcool. Questões sobre como a colaboração deve continuar foram levantadas. Há poucos anos atrás Edwards disse: “porque pesquisadores se associam com as indústrias corrompidas que exploram populações vulneráveis, armam investimentos sobre pesquisas embasadas e pesquisadores independentes, e como, essas organizações tentam distorcer a verdade?”. Infelizmente, a questão é válida até hoje.
Traduzido por: Vanessa Andrade
Categoria: Textos
Escrito por Dra. Vanessa de Andrade às 20h08
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